13/10/2015

André Figueiredo participou da posse de novo conselheiro da Anatel. Segundo ele, governo federal deve priorizar estímulo à competitividade.

O novo ministro das Comunicações, André Figueiredo, afirmou nesta terça-feira (13) que o governo federal precisa diminuir a “esfera de leilões arrecadatórios” no setor de telecomunicações e priorizar a aplicação dos recursos em iniciativas que estimulem a competitividade. Desta forma, segundo ele, será possível levar internet banda larga a áreas remotas do país.

“Não é que não haja arrecadação, é apenas a gente não receber recursos que não sejam utilizados em investimento de modo a ampliarmos o Programa de Banda Larga, de ampliarmos a penetração da internet em locais mais distantes, onde não são tão rentáveis economicamente e que precisa de um investimento maior”, afirmou.

A declaração foi após a cerimônia de posse do ex-senador Aníbal Diniz como membro do Conselho Diretor da Anatel, na sede da agência, em Brasília. Ao falar brevemente com jornalistas ao final da solenidade, o ministro também reconheceu que há, em relação aos leilões, uma “queda-de-braço” entre a equipe econômica e ministérios voltados para a área social.

O próximo leilão de faixas de frequência para oferta de serviços de telefonia móvel e internet banda larga está previsto para ocorrer em novembro. O certame irá oferecer “pedaços” das faixas de 1.8 GHz (giga-hertz), 1.9 GHz, 2.5 GHz e 3.5 GHz, que sobraram de leilões realizados nos últimos anos.

Expansão da banda larga

O ministro das Comunicações classificou ainda como “desafio” a tarefa de aproximar “os brasileiros de regiões mais distantes do Brasil mais urbano”. Para alcançar a meta de levar internet banda larga a 70% dos brasileiros, Figueiredo defendeu o trabalho conjunto com a Anatel, responsável pela regulamentação do setor.

O ministro também disse que a palavra “desafio” foi a que ele mais ouviu desde que assumiu o cargo, há uma semana.

“Temos muitos [desafios]. E a presidenta, quando fez o convite para que a gente assumisse o ministério, ela deixou muito claro que um dos grandes desafios era ampliar o Programa Nacional de Banda Larga, de modo que a internet possa ser um instrumento adequado para todos os brasileiros, de todas as regiões, de todas as classes sociais”, completou.

Fonte: Débora Cruz - G1