14/01/2015

Apesar do avanço incontestável da telefonia celular no Brasil, o serviço de telefonia fixa continua a crescer no país, impulsionado também pela alta entre as micro, pequenas e médias empresas, que utilizam as linhas fixas em diferentes ocasiões e ajudam a manter este segmento ativo.

A outra ponta vem dos combos residenciais, que acabam incluindo a telefonia fixa no pacote. As empresas do setor não abrem os números dos clientes do segmento de PMEs em sua base de dados. A participação de mercado na telefonia fixa tem oscilações e empresas que se destacam, caso da GVT e da Embratel (Net). De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até novembro de 2014 o número de telefones fixos no Brasil chegou a 45 milhões, somando as empresas concessionárias e as operadoras autorizadas a comercializar as linhas. No ano de 2013 eram 44,1 milhões.

Segundo Carina Gonçalves, analista Telecom da Frost & Sullivan, os serviços de telefonia fixa já têm alta taxa de penetração no segmento da PMEs.

"Uma das razões pela qual as PMEs necessitam ter uma linha fixa, além de para fins de comunicação, é o de construir credibilidade com os clientes e ter uma relação financeira com bancos e fornecedores. Para empréstimos, por exemplo, esta é uma exigência habitual. Outro impulsionador são os combos de serviços que combinam banda larga fixa, o gerenciamento de desktops, soluções de ponto de venda, entre outros", diz ela.

Carina acrescenta que as teles estão inovando em termos de canais para atingir pequenas e médias empresas, com vendas porta a porta e agentes de vendas, não só para aumentar os contratos de linhas de telefonia fixa, mas também de outros serviços de telecomunicações e de TI, como computação em nuvem.

Christiana de Mello, diretora de Marketing de Produtos Empresariais da GVT, afirma que o mercado de voz tem crescido a taxas de 10% ao ano, puxada pelo maior número de empreendedores que resolvem abrir o próprio negócio ou que migram para serviços mais completos. São profissionais liberais, salões de cabeleireiros, bares, restaurantes, cafés, comércio em geral e empresas que trabalham com serviço de entrega (delivery).

"A receita de voz no segmento empresarial representa hoje 51% e deverá chegar a 57% até 2017. Temos investido cada vez mais na oferta de serviços para este público, desde o mais simples até soluções mais elaboradas", diz ela.

Um pacote de voz econômico com 15 canais e bônus de seis mil minutos é um dos mais procurados pelas PMEs na GVT e custa em torno de R$ 699. De acordo com a empresa, um novo pacote, no valor de R$ 499 e com PABX digital, está sendo lançado para chegar mais perto de micro e pequenos empreendedores.

A concorrente Oi aposta no Oi Smart Office, de olho nos profissionais que trabalham em home office. O pacote inclui voz, dados e compartilhamento de documentos a um custo de R$ 370 mensais. A empresa espera ter 60 mil usuários no serviço em 18 meses.

A Telefonica/Vivo registrou um crescimento de 2,1% nas vendas no segmento corporativo entre janeiro e setembro de 2014, comparado ao mesmo período de 2013. Entre as soluções para pequenas e médias empresas, um dos destaques é o Plano Linha Negócios (400 minutos em chamadas de fixo para fixo) por R$ 95,50 + Vivo Internet Fixa a partir de R$ 45,90.

Desde o lançamento do serviço para as micros e pequenas empresas (o Net Empresas), em 2011, a Net afirma que teve um "crescimento exponencial nesse segmento", sem abrir os dados. O pacote inclui banda larga, telefone fixo com até 8 linhas e TV por assinatura.

Fonte: Brasil Econômico