13/10/2014

O mercado de Telecomunicações no Brasil, em número de acessos, está crescendo menos em 2014. Dados apurados pelo portal Teleco dão conta que as adições líquidas de celulares, acessos banda larga fixa (SCM) e de TV por assinatura no acumulado dos primeiro oito meses de 2014 foram inferiores que as de igual período de 2013.

E, de acordo ainda com o portal Teleco, tendência deve se manter no último trimestre do ano. Na melhor das hipóteses, as adições líquidas nos quatro últimos meses do ano serão semelhantes às de igual período de 2013. A pesquisa de intenção de compra realizada pelo PROVAR/FIA indicou que a intenção de compra de produtos de telefonia e celulares no quarto trimestre - onde há as compras de Natal - é semelhante à do 4T13.

Em 2013, em agosto, as adições líquidas de celulares estava em 6,6 milhões. Este ano está em 6,2 milhões, um decréscimo de 400 mil acessos, uma queda de 6%. Segundo a consultoria, os celulares passam por uma fase de transição da tecnologia 2G (GSM) para a 3G.

O crescimento maior ocorre na quantidade de aparelhos 3G, principalmente smartphones e em 4G. Vale observar que a queda de adições não ocorre no pré-pago, que se manteve estável em relação a 2013 - 1,3 milhão de adições liquidas, mas, sim, no pós-pago, que caiu de 5,3 milhões para 4,9 milhões.

Redução também nos terminais de dados (banda larga e M2M) estão apresentando em 2014 crescimento menor do que em 2013. Eles eram 300 mil no ano passado de janeiro a agosto e, em 2014, tiveram uma queda de 400 mil, o que denota que muitos modems 3G foram desativados, muito provavelmente em função de os celulares 3G estarem ganhando impulso e os pacotes de dados ofertados justificam a eliminação dos modems.

Na TV por assinatura - que está presente em apenas 35% dos lares brasileiros - também houve uma queda nas adições líquidas. No DTH, que é o ofertado pelas teles e o mais popular, a queda foi de 916 mil para 758 mil. Os acessos a cabo também caíram de 522 mil para 406 mil acessos ativos. A banda larga fixa, os serviços SCM também registrou tendência de baixa. Em 2013, o crescimento de janeiro a agosto foi de 11,9%. Esse ano está em 8,4%.

Fonte: Ana Paula Lobo - Convergência Digital