10/09/2014

Brasília - Começou ontem (9), em Brasília, o 58º Painel Telebrasil, que reúne as principais operadoras de telecomunicações em atuação no país para discutir as perspectivas para o setor.

Neste ano, elas debatem as perspectivas e propostas que devem ser apresentadas ao próximo governo, a fim de ampliar os serviços de telecomunicações, a competitividade e a inovação, especialmente no campo das tecnologias de informação e comunicação (chamadas de TICs).

O presidente da Telebrasil, José Formoso, destacou a ampliação do número de acessos à telefonia fixa e móvel, bem como à TV por assinatura, nos últimos anos. Segundo Formoso, entre 2013 e 2014, o setor ativou mais de 70 milhões de novos acessos em banda larga. Ele defendeu que o crescimento do setor possa gerar competitividade na economia e geração de empregos.

Já o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, apontou medidas que foram tomadas pela agência para estimular o setor empresarial e garantir melhor oferta de serviços aos consumidores. Rezende disse que a aprovação da Lei 12.485, que organiza o serviço de acesso condicionado, quebrou “barreiras à entrada” aos competidores, e destacou que o Plano Geral de Metas da Competição foi outro mecanismo de estímulo à competição.

No início do evento, que continuará nesta quarta-feira (10), representantes das empresas falaram com a imprensa sobre a participação no leilão da frequência de 700 mega-hertz (MHz), que será destinada à exploração do serviço de Internet de 4ª geração (4G). Presidente da TIM Participações, Rodrigo Abreu afirmou que a empresa vai participar do leilão, previsto para o próximo dia 30.

Abreu também comentou sobre a movimentação da empresa OI, que tem discutido com outras operadoras a possibilidade de compra da TIM. Ele disse que a empresa não está à venda. Já o presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que a América Móvil, que controla a empresa, foi procurada para discutir possível oferta conjunta com a OI, pela TIM. Se consolidada, a venda poderá configurar a redução da competitividade no setor de telecomunicações.

Fonte: Helena Martins - Exame